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em 11/05
COMO EDUACAR FILHOS NOS TEMPOS ATUAIS (PARTE I)
De início, uma certeza:não existe fórmula mágica nem receita pronta!
Há uma crise séria de pais, adultos, educadores forçados adaptarem a invasão impiedosa da tecnologia nos últimos 20 anos e se deparam com filhos,
alunos, crianças e jovens tecnofílicos, viciados em eletrônicos, geração das babás-telas ou chocadeiras tecnológicas.
Os jovens nos acham desajeitados e nos desvalorizam por isso, como se fôssemos
semianalfabetos para discutir kilobites, HD, telas de cristais , linguagens digitais e essas terminologias que só aumentam a cada dia.
Não é a toa que 1/6 dos casais arrependeu-se de ter filhos, ¼ gostaria de ter tido menos filhos e 63% dos solteiros não querem tê-los.
Além do mais, é cada vez mais caro não só o sustento de habitação, saúde, escolaridade, lazer, há que consumir aparelhos eletrônicos,
celulares ultramodernos, roupas de grife.
São insaciáveis consumistas e estão sendo chamados de geração ENI :
egoístas narcisistas e indiferente!
DESLIGUEM A TOMADA E PEÇAM QUE SEUS FILHOS SOBREVIVAM SEM SEUS ELETRÔNICOS.
Lógico que há exceções! Mas a Unesco, entidade da ONU que pesquisa cultura e educação, adverte que a geração de 15 a 35 anos, será pior que a dos pais em 200 anos de pesquisa, pois embora viciada em multimeios,e hiperinfor- mados, não se interessa nem valoriza a SABEDORIA, que é a maior fonte de transferência de conhecimentos das gerações mais velhas para as mais novas.
Afinal, desliguem a tomada e peçam que seus filhos sobrevivam sem seus eletrônicos. E atenção: inteligência não é sinônimo de habilidade tecnológica. Ser inteligente é conseguir adaptar-se a meios ambientes que mudam sempre. Se você largar seu filho na roça ele sobrevive?
Esse tema continuará no próximo mês.
(Escritor e neurocientista Eduardo Aquino).
Fonte: Jornal Super.
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